VIDA COM GRAÇA

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Saias evangélicas ou mentes evangélicas

Saias evangélicas ou mentes evangélicas

terça-feira, 9 de agosto de 2011

SER CHIQUE SEMPRE - GLÓRIA KALIL



Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje. A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas. Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano. O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida. Chique mesmo é ser discreto. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras. Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio. Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuaçõe inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta. É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua. Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar-se do aniversário dos amigos. Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir. Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver numa reunião ou sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia. Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios. Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite! Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, ganância, agressão, intolerância, ateísmo...falsidade. Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo. Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta. Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour! Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus! Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, Amor e Fé nos tornam humanos! GLÓRIA KALLIL

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Uma Conversa com o Nazareno


Por Carlos Moreira

Entrei no bar por volta das dez da noite, queria tomar uma cerveja, relaxar. Não planejava encontrar com ninguém, queria mesmo era ficar só. Pra falar a verdade, eu admitia outras presenças, mas não as pessoas que eu conhecia. Será que eu as conhecia mesmo?

Pedi ao garçom uma Bohemia. Não estava gelada, mesmo assim tomei-a rapidamente, sorvendo-a em grandes goles. Eu estava com "sede"!

Foi só depois da terceira garrafa que olhei na mesa ao lado e tive uma grande surpresa. Lá estava ele, tomando uma cerveja como eu. Esfreguei os olhos como sempre fazia quando via coisas que não deveria ver e voltei a olhar para a mesa do lado. Para o meu espanto, era mesmo ele, bem ao meu lado, num bar, Jesus de Nazaré.

Não estava usando roupas brancas e reluzentes como o pintaram os artistas renascentistas, nem muito menos tinha cabelos longos e olhos azuis, como o Cristo ariano. Antes, os seus cabelos eram curtos e crespos.


Olhei para a sua mesa e vi com espanto que ele estava na quarta cerveja enquanto eu tinha tomado apenas três. Neste exato momento, ele olhou para mim com simpatia e profundidade, ergueu o copo americano no qual bebia e propôs um brinde a distância.

Depois disso me convidou para sentar com ele a sua mesa. Não hesitei, ergui-me um pouco zonzo e num pulo só fui até onde ele estava. Ele sorriu carinhosamente e disse: “você parece um pouco triste”.

Respondi com uma avalanche de perguntas: “O que você faz aqui? Por que freqüenta este lugar? Ele é digno de você? Isto não é contra os princípios religiosos?

Ele me olhou outra vez, agora com ar inquiridor e fez uma pergunta retórica; “Por que não freqüentaria?”

“Bom, eu achei que o seu lugar fosse na igreja, nos altares, nos sermões, compondo os credos... Ele me respondeu: “Altares são prisões, sermões são meras peças oratórias, credos são fórmulas vazias, como, aliás, também são vazios os seus formuladores.

Na verdade, estou aqui porque me expulsaram dos templos, enxotaram-me de lá, construíram uma estrutura na qual não havia lugar para a verdade, por isso venho sempre aqui.

“Mas não foi você mesmo que fundou a igreja e que chamou os apóstolos? Nos evangelhos não estão escritas as suas palavras que dizem: “Sobre esta pedra edificarei a minha igreja? Não foi você quem disse isso?”

“Você não entendeu nada do que eu disse, nem você e nem aqueles que se dizem meus seguidores. Você não entende o que eu falo por que as suas idéias são preconcebidas. Mesmo antes de se dirigir a mim, você já tinha um arcabouço de idéias prontas na cabeça. Você procura em mim apenas a legitimidade para endossar aquilo que você já decidiu que era verdade!”

“Viu, por exemplo, como você achava que eu não poderia estar aqui neste lugar? A essa altura, depois de ter lido tantas vezes a Bíblia, e de ter freqüentado tanto a igreja, você já deveria saber que são as pessoas que fazem o lugar e não contrário”.

Dito isto ele tomou um grande gole de cerveja e continuou: “Vocês não dizem que eu sou onipresente, por que eu não estaria aqui também? Ah, já sei, estes jargões só servem para algumas situações, para outras não, não é?”

“Vocês cristãos de brincadeirinha me transformaram em um fantasma, em um ghost no melhor estilo platônico, mas quando o meu pai resolveu enviar-me para o seu planeta, a primeira coisa que fez foi tornar-me homem. A expressão “se fez carne” lhe diz alguma coisa?”


“Eu sou carne, como você. Eu não sou nada do que disseram de mim. Eu não flutuo, não pego carona em nuvem de algodão, não sou transparente como vidro... sou carne entende? Isso mesmo amigo, carne”. Disse tudo isso enquanto eu o olhava atônito.

“Minha carne, porém, não me aprisiona, como faz a sua no melhor estilo grego. Nesse particular, reconheço, sou legitimamente judeu. Para mim, o corpo é meio de vida e não instrumento de morte. Dionísio e não Apolo, entende?”

“E tem mais, a imagem que a tradição cristã preservou de mim não é nada do que eu queria. A cruz foi real e dolorosa, mas não era ela que eu queria ver associada ao meu nome.” Nessa hora, parei, respirei fundo e disse: “Me perdoe, mas você está louco”. “Não era como um moribundo desfigurado e ensangüentado num madeiro que eu queria ser conhecido pela posteridade. Gostaria de ter ficado marcado na mente de vocês de outra forma”. Ele continuava falando, e cada palavra era uma sentença, uma flecha encravada nas minhas convicções.

Neste ponto interrompi-o e perguntei: “E como você gostaria de ter sido lembrado pelos homens que vieram depois de você?” Ele sorriu e me disse: “Como mestre, como professor. Eu queria ter sido associado com alguém que ensina e não com alguém que morre violentamente. Os que morrem violentamente só suscitam horror e pena”. Eu continuava a escutá-lo, mas agora já não mais o inquiria.


“Gostaria que quando as pessoas se lembrassem de mim, a imagem que viesse a cabeça delas fosse a de alguém entre elas, misturado com os homens, instruindo-os. A grande falácia da religião foi me separar das pessoas, retratarem-me numa cruz longínqua fincada no topo de um monte sombrio”.

Depois continuou: “Pense nisso amigo, reflita sobre estas coisas. Era em um bar que eu planejava me encontrar com você, e não em um templo, embora tenha ido lá algumas vezes”. Tendo dito isto, pagou a conta, levantou-se e desapareceu pelos becos escuros da cidade enquanto os cães latiam ao vê-lo passar.

Quanto a mim, precisei de alguns minutos para me recompor de tudo quanto ouvi do nazareno. Quando voltei à razão, o copo logo a minha frente estava vazio, como se alguém tivesse acabado de bebê-lo.

sábado, 6 de agosto de 2011

EU TE AMO... NÃO DIZ TUDO! Arnaldo Jabor

EU TE AMO... NÃO DIZ TUDO!

Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,

Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,

Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,

É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.

Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

O EVANGELHO PIRATA



Vivemos num mundo da pirataria. Tudo hoje é piratiado. Tem um amigo meu que escreveu no seu MSN: Sou totalmente contra a pirataria; jamais atacaria um navio.
Claro que ele está fazendo uma piada... Mas eu pretendo, mesmo que rindo, falar de forma séria sobre o tema proposto que é O EVANGELHO PIRATA. Num mundo de pirataria sobrou também para o Evangelho a piratiação de sua essência. No mercado comum, o que é piratiado são produtos de uma qualidade muito maior e com um valor exorbitante. Sendo assim o recurso encontrado para a comercialização de tais produtos é a PIRATARIA. O que é a pirataria?
Já no mercado da fé, o produto que é piratiado também é de um valor exorbitante, o sangue de Cristo é quem pagou, mas querem piratiar, para que o sangue não seja o único valor, mas que outros valores sejam acoplados ao sacrifício vicário.
No mercado popular quando um produto é piratiado o dono do produto é lesado, não recebe nada do produto, enquanto no mercado da fé o preço do produto é lesado, o valor torna-se insignificante em relação ao que é apresentado, ou seja, o produto ganha valores de ordens pessoais e promocionais.

O que acontece no mercado da fé com o EVANGELHO?
1 – No mercado da fé o evangelho tem status secundário porque a LEI tem supremacia sobre a Graça. Nesse mercado não tem o “Ouviste o que foi dito de Jesus...”. Não tem a interpretação de Cristo sobre a Lei. E aqui quero fazer distinção entre LEI, moral e ética.
MORAL = conjunto de costumes de uma sociedade.
Ex.: No A.T. era permitido um homem ter mais de uma mulher. Era moralmente aceito. Só existia adultério quando havia uma relação de homem com uma mulher casada, porque se fosse solteira não se configurava adultério.
Outro exemplo é na África onde tem comunidades que o homem pode ter até sete mulheres.
LEI = é que normatiza um conceito e faz dele uma obrigação.
Ex.: Cinto de segurança
ÉTICA = Princípio e valores que fundamentam uma moral ou lei.
Ex.: Na ética de Moisés um judeu deveria amar o outro judeu conforme a si mesmo. Na ética de Jesus, ele muda: “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros conforme eu vos amei.”
Para elucidar ainda melhor o que estou querendo dizer, trago aqui um fato histórico bem conhecido. Nos EUA, era moralmente aceito fazer piadas de negros e descriminá-los. Vem um camarada chamado Martin Luther King Jr., e diz eu sonho...

O que acontece no mercado da fé com o EVANGELHO?
2 – No mercado da fé o Espírito de Deus é um acusador. Vitimiza as pessoas com a prerrogativa de estar tratando, não é isto que diz a bíblia. E nem o evangelho.

O que acontece no mercado da fé com o EVANGELHO?
3 – No mercado da fé as pessoas vivem ainda na sombra (Col. 2:17). Estes eram preceitos apenas temporários, que terminaram quando Cristo veio. Eram apenas sombras da realidade - do próprio Cristo.

O que acontece no mercado da fé com o EVANGELHO?
4 – No mercado da fé o evangelho é escravizador (Gálatas 2:4; 5:1; Colossenses 2:20-23).
Essa questão foi levantada porque alguns falsos irmãos infiltraram-se em nosso meio para espionar a liberdade que temos em Cristo Jesus e nos reduzir à escravidão. Gálatas 2:4
Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão. Gálatas 5:1
á que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que, como se ainda pertencessem a ele, vocês se submetem a regras:
"Não manuseie!", "Não prove!", "Não toque!"?
Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos.
Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne. Colossenses 2:20-23

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Equívocos na caminhada cristã


Fui criado num contexto religioso de tradição batista e, vivi desde a minha infância, influenciado e catequizado com os dogmas da mesma. Recebi toda a orientação que acreditava ser verdade absoluta e assim fui crescendo neste ambiente cristão. Tive minhas experiências de fé... Fiz a minha confissão de “aceitar” a Cristo como único e suficiente Salvador e por fim, já adulto fui para o seminário para fazer o curso de teologia.
Todo este trajeto, não mudou muita coisa em minha vida, digo isto, porque religiosamente aprendi e reproduzi a tudo que fui ensinado. Comecei então a perceber que não era um cristão e sim um fariseu dos tempos modernos de cunho batista. Depois de formado e consagrado como pastor, isto depois de alguns anos de caminhada, descobri alguns poucos pensadores do nosso meio que muito foi me ajudando a pensar diferente e a retomar o caminho da fé pelo novo e vivo caminho. É neste contexto que me deparo com alguns equívocos da caminhada cristã. Vou listar três dos muitos:
1) ACREDITAR QUE UMA VIDA BEM SUCEDIDA É FRUTO DE OBEDIÊNCIA E DEDICAÇÃO A DEUS... ASSIM COMO TODA VEZ QUE ALGUÉM ESTÁ EM DIFCULDADE É FRUTO DE PECADO. Nossa! Eu vi e vivi essa fala várias vezes e como uma fórmula matemática ou como uma equação para uma vida bem sucedida e próspera tentava aplicá-la do jeito e maneira que ouvia, tentando fazer da vida uma fórmula cartesiana... Puro engodo! Olhei para a vida de Jó e descobri, juntamente com o livro O ENIGMA DA GRAÇA, esta loucura que acabava cometendo por não pensar, ou por não questionar, já que tudo o que lia, lia de uma maneira religiosa pré concebida e instintivamente já tinha o teor do texto. Quando olhei de uma forma mais clara e real, percebi no texto do livro de Jó que minha teologia era a dos amigos de Jó. Nossa que susto tomei! Fui aos poucos percebendo um grande equívoco, sem saber se era consciente ou inconsciente e, então li o texto de Mateus 11 e vi ali João Batista preso e com dúvida sobre o Cristo e, imaginei: Nossa! Mas João estava cumprindo uma missão e agora está preso? Como pode alguém que é obediente passar por isto? E mais, vai morrer de uma forma nada convencional para um servo de Deus. Não lembro de ver no texto de Jó e nem mesmo no relato de Mateus, que tanto um quanto o outro estavam naquelas situações por pecado... Mero equívoco teológico e de caminhada...
2) ACREDITAR QUE A FÉ EM CRISTO NUNCA DEVE SER ABALADA. Pensar assim me fez ser um fariseu de carteirinha. E o pior... Vi que a fé de João Batista foi abalada no momento de solidão na prisão, pois ele pede aos seus discípulos para perguntar a Jesus o seguinte: "És tu aquele que haveria de vir ou devemos esperar algum outro?" Mas, João logo você que categoricamente afirmou que Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo? Pude perceber então que a fé em Cristo pode ser abalada quando as coisas não vão bem...
3) ACREDITAR QUE SEMPRE ENCONTRARÁ RESPOSTAS SATISFATÓRIAS NA CAMINHADA CRISTÃ. É imagina que aprendi que Deus tem três respostas para a oração: sim, não e espere... Mas, além de perceber um conteúdo muito mais complexo do que este simplista, descobri que nem sempre as respostas na caminhada cristã são satisfatórias para o momento. Podem até ser relevante com o passar do tempo. Ser consoladora, mas satisfatória... Percebi isto quando Jesus responde aos discípulos de João. A meu ver, João queria um conforto concreto ou até mesmo um socorro, mas não, Jesus fala para os discípulos irem e dizer à João que os cegos estão enxergando... Os paralíticos estão andando... O que João não estava presenciando outras estavam. Não vi resposta satisfatória também no relato de Paulo quando clamava para ser retirado dele o espinho na carne, que era um mensageiro de satanás esbofeteando-o... Não consigo nem imaginar a cena! Acredito que Paulo queria que o espinho fosse retirado. Portanto não é isso que o texto declara, então o apóstolo teve que entender e aprender que a Graça de Cristo é o que basta.

Com isso, aprendi que a caminhada cristã é uma jornada mirada e guiada pelo Nosso Salvador, Jesus Cristo, onde ele já fez o percurso e agora devemos segui-lo. Ele foi desbravando na nossa frente, enfrentou as tentações, enfrentou a solidão, abandono, sofrimento... E até a morte. Será que não vamos passar por isto? Claro que sim. Porque a nossa caminhada é segui-lo.
A caminhada é uma jornada de aprendizado, de crescimento e de contentamento através da compreensão do amor e da Graça de Deus. Aprender a contentar com a vida e com os desafios do mundo e, algumas vezes sem as respostas satisfatórias, é uma forma de amadurecer na fé. Deixar a fé infantil e a fé dos demônios. Mas, esta descoberta só vem com o tempo para alguns... Já para outros... Nem sei se vem.
A caminhada cristã é uma peregrinação de fé... Onde há obstáculos, lutas, desesperos, espinhos, abandonos, doenças e etc.. Mas que são vencidos pela fé. E aqui explico o que é vencer pela fé: é passar, suportar e até morrer, com a certeza de que Aquele que passou por esta caminhada nos deu o seu Espírito, que nos consola e faz-nos suportar o peso da caminhada, sabendo que tudo isto vai passar e que do outro lado quando estivermos para sempre com Ele... Entenderemos algumas respostas e saberemos que "as primeiras coisas são passadas" e não mais haverá choro, morte, doença, pranto e tampouco a escuridão da noite. Por isso corramos a carreira que nos foi proposta, com os olhos fixos no Autor e Consumador da nossa fé.

sábado, 2 de julho de 2011

NOSSA! COMO É DIFÍCIL VIVER!



Coisa difícil é satisfazer o ser humano. Agora, em se tratando de sobrevivência e de existência as marcas da vida são por demais um reflexo no dia-a-dia. Decisões que antes eram tomadas agora passam pelo crivo da experiência do passado, porque o medo paira ameaçando aquilo que um dia já foi ameaçado ou mesmo vitimizado. Ninguém numa consciência plena quer cometer os mesmos erros do passado, mas o que se vê é justamente o contrário. Então de uma forma invasiva e perturbadora o passado está ali, presente. As sombras do passado passam a ser fantasmas do inconsciente e, logo da vida, onde aquilo que era para ser uma lição para não se repetir, torna-se com efeito contrário: vitimiza e escraviza.
Nossa! Como é difícil viver! Como se não bastasse o passado que um dia foi ruim sendo presente, agora é só lembrança, e algumas vezes, nem lembrança, deparamo-nos com a realidade do presente, que evoca o passado com suas experiências boas e ruins para as decisões do dia-a-dia. Surge então o medo de não errar, mas como não errar? Somos humanos! A violência de querer não-errar é tão forte que acaba trazendo juízos e reflexos nos atos. E aí como fica? O jeito é usar uma máscara existencial. O jeito não é mostrar quem é e sim quem o outro quer. Mas alguém vai dizer: Eu sou autêntico! A pergunta logo vem: será? Será que em algum momento sua máscara é sacada e a superficialidade de agradar o outro não aparece? Com isso volto a repetir: Nossa! Como é difícil viver!
Vamos deixar o presente de lado... O presente é muito difícil porque é cheio de decisões momentâneas e por vezes são jogadas para o amanhã, que será presente num momento. Falar de futuro pode ser bom... Futuro... Lembra sonhos... Como é bom sonhar! É nessa hora dos sonhos que vem a lembrança de que o futuro é um caminho desconhecido de incertezas e inverdades. Porque em grande parte, ou quase sempre numa totalidade, os sonhos são concretizados, mas os obstáculos do presente para galgar os sonhos chegam ser apavorantes. E, ainda tem um agravante: os sonhos nem sempre saem como sonhamos,alguma coisa sai diferente do script mental. Nossa! Como é difícil viver!
O que resta? O que resta de verdade é o presente. Que mesmo marcado pelas sombras do passado e pela ilusão ou subjetividade do futuro, é nele que decidimos e enfrentamos as dores reais. Nele a imaginação só serve para o futuro. No presente os gritos são reais e silenciosos por vezes como o da paixão. No presente o medo é companheiro de luta ou fuga. Pode até paralisar. Não é de se admirar que o maior mestre de todos os tempos nos alertou: “Basta a cada dia seu próprio mal”. É o dia de hoje que se é vivido, porque o ontem já virou lembrança e passado e o amanhã com seus sonhos e medos ainda é incerto. Por isso, é bom cantar a música popular brasileira: É preciso saber viver e com esta ressalva: Nossa! Como é difícil viver!